Sábado, 4 de Novembro de 2006

Energias renováveis: Um potencial desaproveitado

                As energias renováveis são um tema cada vez mais "quente" na actualidade nacional. Isto, porque o país depende quase exclusivamente da importação de energia de países terceiros - cerca de 90% do consumo final -, quando tem condições naturais para reduzir essa dependência. Afinal, que futuro têm as energias renováveis em Portugal e qual o seu peso na economia? Estas são algumas das questões colocadas neste dossier, para o qual convidamos um jornalista especializado na área do ambiente e uma técnica de engenharia ambiental a pronunciar-se sobre a matéria.

 Portugal é um dos países europeus que apresenta condições mais favoráveis para a utilização em larga escala de energias renováveis. As razões são óbvias: uma elevada exposição solar, uma rede hidrográfica relativamente densa e uma frente marítima que beneficia dos ventos atlânticos são factores que podem fazer descer para metade a factura dos gastos energéticos do país, cifrada em 2,5 mil milhões de euros anuais e directa ou indirectamente responsável por cerca de sessenta por cento das importações nacionais. Se a estes números juntarmos o facto de o nosso país apresentar a menor taxa de eficiência energética da União Europeia, Portugal coloca-se numa posição de extrema dependência face a países terceiros.

Além de imperativos de ordem económica, compromissos de ordem institucional levam a que o país tenha de repensar a sua política de gestão energética. O cumprimento das metas negociadas por Portugal no âmbito do protocolo de Quioto, que determinam um aumento máximo de 27% na emissão de gases com efeito de estufa no período 2008-2012, e um conjunto de directivas comunitárias que limitam cada vez mais o uso de combustíveis fósseis - noventa por cento da energia que consumimos tem origem no petróleo (71%) e no carvão (19%) -, fazem com que a necessidade de introduzir energias "limpas" seja ainda mais urgente.

As energias provenientes de fontes renováveis endógenas (sol, vento, água, resíduos florestais) são hoje uma alternativa perfeitamente credível. Além de terem um impacto ambiental irrelevante face às energias convencionais (responsáveis pela produção de gases que geram o efeito de estufa e pela poluição do ar, da água e dos solos), têm a vantagem de apresentar uma excelente relação custo/benefício - o custo do Kilowatt produzido no tempo de vida de um equipamento de energia solar, por exemplo, é 4 a 6 vezes menor do que a tarifa equivalente praticada para a venda de electricidade em baixa tensão.

    Além das vantagens ecológicas e dos baixos custos associados, o sector das energias renováveis pode igualmente ser um importante factor na promoção do emprego. Calcula-se que só o subsector da energia solar possa criar mais de 2500 postos de trabalho directos.

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publicado por Projecto EA às 17:23
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